O acesso por cordas será, não há muitas dúvidas, a especialidade mais exigente dentro dos trabalhos em altura. Esta arte consiste na aplicação de técnicas de progressão com recurso a cordas e dispositivos ou equipamentos mecânicos que, no seu conjunto, permitem chegar a determinado ponto de difícil acesso, com segurança.
Os profissionais desta área têm a capacidade de aproximação a pontos, seja subindo, descendo ou movimentando-se na horizontal para, uma vez no local e garantidas as condições de segurança, realizarem algum tipo de intervenção. Manutenção, limpeza, recuperação mecânica, pintura e inspeções, são apenas alguns exemplos do que pode ser feito com acesso por cordas.
Formação em acesso por cordas, de forma isolada, não resolve problemas
Se é verdade que é necessária formação adequada, capacidade técnica e física para aceder ao ponto visado, também é verdade que as competências para cada intervenção em específico não deixam de ser fundamentais..
Se, por exemplo, serviços de limpeza não requerem uma formação tão específica e técnica, por outro lado, para soldar, pintar, inspecionar um equipamento ou fazer busca e salvamento, é necessário ter formação complementar adequada.
Em que situações se recomenda o acesso por cordas?
Esta técnica é recomendada sempre que num espaço de trabalho não se verifique a existência de proteções coletivas. Quando não há guarda-corpos, linhas de vida, quando não se justifica ou não é possível montar uma andaime, um baileu ou uma plataforma elevatória, recomenda-se o recurso ao acesso por cordas.
Uma disciplina dos trabalhos em altura aplicável em vários contextos
Esta técnica é aplicável em diversos contextos, do mais urbanos aos mais exigentes, como plataformas petrolíferas, torres eólicas, refinarias e outras industrias pesadas. Pode ser executada ao ar livre, quando as condições climatéricas o permitem, ou em espaços confinados.
Principais riscos do acesso por cordas
Esta atividade tem muitos riscos associados, que variam de acordo com o tipo de intervenção que vai ser realizada. Mas, independentemente disso, o risco de queda, choque ou embate mecânico e o risco de queda de objetos, estão sempre presentes, e têm um grande potencial de letalidade, de perdas materiais e danos para terceiros.
As vantagens e as desvantagens
A grande vantagem do acesso por cordas, por exemplo em relação a andaimes ou bailéus, é rapidez do processo. Para além disso, em termos logísticos e de quantidade de recursos humanos, é bastante menos exigente.
Como desvantegens, podem-se eleger os condicionalismos provocados pelas condições atmosféricas e o custo geralmente alto, porém necessário e adequado. Para além do risco associado à atividade, para garanti-la de qualidade e com segurança, é precisa muita formação especializada (IRATA, SPRAT ou outras) e exigente, também ela cara.
Perguntas frequentes
O que é o acesso por cordas?
O acesso por cordas é uma técnica de trabalhos em altura que utiliza cordas e dispositivos mecânicos para alcançar locais de difícil acesso, permitindo realizar intervenções com segurança.
Recomenda-se quando não existem proteções coletivas ou quando não é possível ou justificável montar andaimes, bailéus ou plataformas elevatórias.
Permite executar trabalhos de manutenção, limpeza, pintura, inspeção, soldadura, recuperação mecânica e operações de busca e salvamento.
A formação em acesso por cordas é suficiente para qualquer intervenção?
Não. Para além da formação em acesso por cordas, é necessária formação específica para cada tipo de intervenção, como soldadura, pintura industrial ou inspeções técnicas.
Quais são os principais riscos do acesso por cordas?
Os principais riscos incluem a queda em altura, choques ou embates mecânicos e a queda de objetos, com potencial elevado para causar danos graves ou fatais.

Daniel Reis
Há muitos anos nesta área, sou hoje Técnico de Acesso por Cordas – Supervisor nível III (IRATA), com passagem por vários contextos de trabalho, como parques de eólicas, plataformas off-shore, e outras indústrias pesadas. Às competências de acesso por cordas alio outras formações como de soldador.
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