Trabalhos em altura incluem qualquer tipo de atividade desempenhada em condições em que, na ausência de medidas preventivas, existe o risco de queda. Podem incluir atividades desenvolvidas acima do nível do solo ou, mesmo ao nível do chão, quando exista um buraco, abertura ou desnível que represente um risco real de queda.
É precisamente a possibilidade de ocorrer uma queda de um nível para um nível inferior que constitui o pressuposto do conceito de trabalhos em altura, não sendo consideradas quedas ao mesmo nível.
Trabalhos em altura: andaimes, alpinismo industrial e plataformas elevatórias
Os contextos que podem ser enquadrados neste tipo de trabalhos são muito variados. No entanto, os mais recorrentes, com que nos deparamos de forma mais frequente, são os andaimes, bailéus e o alpinismo industrial.
O que estas atividades têm em comum é, como acabámos de referir, o risco de queda para um nível inferior, assim como a utilização de alguns equipamentos de proteção individual (EPI’s) e medidas de proteção coletiva que visam mitigar esse risco.
Aliás, por si só, o andaime depois de montado, assim como as plataformas elevatórias, configuram uma forma de proteção coletiva provisória. São algumas das soluções possíveis, a par dos alpinismo industrial ou da montagem de linhas de vida, para a realização de trabalhos acima de 4 metros de altura, de acordo com as prescrições legais aplicáveis.
Todas estas soluções visam, independentemente do trabalho em altura a realizar – seja pintura, construção, soldadura, inspeção, limpeza ou outros – minimizar os riscos associados a uma das atividades com pior registo de incidentes e acidentes graves no setor da construção.
Equipamentos de proteção individual para trabalhos em altura
Independentemente dos equipamentos que se usam para aceder a determinado ponto – como as cordas e outros dispositivos no caso alpinismo industrial, s andaimes ou plataforma elevatória – existem EPIs que devem ser comuns a qualquer destas técnica de acesso:
- Arnês de segurança, com corda em Y ou de progressão;
- Capacete de proteção mecânica;
- Botas e luvas de proteção mecânica.
Deve ressalvar-se, ainda assim, que estas constituem apenas as prescrições mínimas. Cada contexto de trabalho possui as suas próprias especificidades, sendo necessário realizar uma avaliação prévia dos riscos associados a cada local de trabalho e, com base nesse levantamento, definir os requisitos dos EPIs adequados para a execução do trabalho em questão.
Formação adequada, planeamento e preparação são cruciais para os executantes
Qualquer uma destas formas de trabalho em altura deve ser desempenhada por técnicos qualificados, com formação especializada e atualizada, respeitando um princípio de reciclagem contínua. Partindo desse pressuposto, cada trabalho deve ser antecedido de um estudo prévio, da definição de uma metodologia de execução e de um plano de prevenção adequado.
A título de exemplo, no caso dos andaimes, a resistência do solo deve ser avaliada previamente; já no caso do alpinismo industrial, deve existir um plano de resgate definido, para situações em que algo não corra como previsto.
:Perguntas frequentes
Considera-se trabalho em altura qualquer atividade realizada em condições em que exista risco de queda para um nível inferior, seja acima do nível do solo ou em zonas ao nível do chão onde existam aberturas, desníveis ou outros perigos de queda. O elemento determinante não é a altura em si, mas a possibilidade de ocorrer uma queda.
As formas mais comuns de executar este tipo de trabalhos incluem o recurso a andaimes, plataformas elevatórias e técnicas de acesso por cordas, como o alpinismo industrial. A escolha da solução mais adequada depende das características da obra, da duração dos trabalhos e dos requisitos de segurança aplicáveis.
Independentemente do método de acesso utilizado, existem equipamentos de proteção individual considerados mínimos, como o arnês de segurança, o capacete de proteção e o calçado adequado. No entanto, os equipamentos necessários devem ser definidos após uma avaliação dos riscos específicos de cada local e tarefa.
A formação adequada, aliada a um planeamento rigoroso, é essencial para reduzir o risco de acidentes. Antes do início dos trabalhos, deve ser realizada uma avaliação prévia dos riscos, definida a metodologia de execução e implementadas medidas de prevenção e, quando aplicável, planos de emergência ou resgate.

Aliando uma década de experiência no setor dos andaimes, à formação em Marketing Digital, decidi fundar o Portal dos Andaimes, um projeto de conteúdo dedicado a andaimes e outros tipos de trabalho em altura.
Durante o período em que trabalhei na Servitubos – Andaimes do Sul, desempenhei as funções de TSHST e, mais tarde, de encarregado, em contextos de construção civil e indústria pesada, em refinarias e fábricas como a Repsol. Frequentei várias formações, entre as quais se destacam o curso TSHST (certificado pelo ACT), Passaporte de Segurança (ISQ), Diretiva ATEX, Gestão de Qualidade, Trabalhos Altura, Montagem de Andaimes, entre outras.
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